Programa
11:00h - Sessão de boas vindas na Quinta do Soalheiro.
- Visita, com prova de vinhos alvarinhos, à Quinta do Soalheiro
- Visita às pesqueiras do rio Minho
- Almoço na Quinta da Folga (Entradas de fumeiro; Prato principal: Arroz de lampreia. Prato alternativo: Naco de porco bísaro; Sobremesa: Doçaria regional; Bebidas: Água e vinhos regionais)
- Animação com concertinas
16:30 - Fim do programa
As pesqueiras
“A pesqueira é rocha talhada ou racheada a fogo. Pedra sobre pedra, em bruto ou faceada pelo pico do canteiro. Olhadas de longe, parecem anfractuosidades naturais onde o Minho bate com força, deixando rastos de espuma. De perto, impressionam pelo aspecto ciclópico dos seus altos muros. Escuros e cobertos de fungos e líquenes, os grandes blocos em granito amontoam-se uns sobre os outros ou dispoem-se em panos aparelhados ...”
Extraido do livro As pesqueiras do Rio Minho de Antero Leite, ed. COREMAA Lampreia Seca
A lampreia seca
A lampreia seca de Melgaço tem a sua história, a sua nobre origem, a perder-se no rolar dos séculos. As margens do rio Minho, como provam os vestígios arqueológicos (Cevide, Remoães, etc.) foram habitadas desde a Idade da Pedra, dedicando-se esses povos à pesca, entre outras actividades. No entanto, com os meios rudimentares que possuíam, só muito casualmente capturariam lampreias em número significativo.
É mais tarde, com o aparecimento das redes, que a pesca deste ciclóstomo ganha importância, na subsistência e economia das populações ribeirinhas. A sua abundância, na época própria, vem trazer um problema na conservação, para consumir em tempos de míngua.
É assim que terá surgido, na zona de Melgaço, o método de secar as lampreias. Terá sido por imitação dos povos nórdicos que fumavam os arenques e salmões, terá sido por analogia ao sistema de tratamento tradicional da carne de porco, ou até mero acaso. O método ficou, deu resultados e veio até aos nossos dias. É extremamente simples, pois consiste em abrir a lampreia da boca à cauda, limpá-la de todas as vísceras e esfregá-la bem com o próprio sangue. Em seguida, deixa-se vinte e quatro horas em sal. Depois estica-se bem com a ajuda de finos troços de cana (o que lhe dá forma peculiar) e seca-se ao fumo.
Qual o segredo do Alvarinho?
A localização privilegiada das vinhas, que desfrutam de um micro-clima muito especial (com exposição atlântica e um clima caracterizado por elevada pluviosidade, humidade atmosférica, temperatura amena e pequenas amplitudes térmicas) e a sabedoria das nossas gentes que seleccionam criteriosamente o melhor estado de maturação das uvas, sustentam as características únicas do Vinho Alvarinho.
As novas tecnologias de fermentação aliados a processos ancestrais de vinificação, contribuem para extrair toda a qualidade das uvas que chegam às adegas. É nesta fase que cada produtor imprime ao seu vinho um cunho pessoal que contribui decididamente para uma maior diversidade do universo dos vinhos Verde Alvarinho de Melgaço.